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domingo, 29 de janeiro de 2017
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A Pothomorphe umbellata (L.) Miq. é uma espécie de planta arbustiva pertencente a família botânica Piperaceae, que ficou conhecida popularmente por Aguaxima, Caapeba, Caá-peuá, Caapeba-do-norte, Caapeba-verdadeira, Capeba, Capeua, Capeva, Catajé, Jaborandi-manso, Jaguarandi, Malvaísco, Malvarisco, Lençol-de-santa-bárbara, Malvaísco, Malvarisco ou Pariparoba.
É uma espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica, capoeiras e capoeirões. Também ocorre em áreas ruderais. É considerada planta rara em Santa Catarina, sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro.
Planta arbustiva, perene, de 1,5 a 2,5m de altura. Folhas longo-pecioladas, de pecíolo glabro, vaginado-alado, puberulento e bainha desenvolvida, medindo 10 a 25cm de diâmetro. O limbo é profundamente cordado na base, brevemente acuminado no ápice, membranoso, ápice agudo, 11 a 13-peltinérvia, nervuras aveludadas na face dorsal, com pontuações translúcidas glandulosas. As flores dispõem-se em espigas axilares, em número de 2 a 6, eretas, 3 a 4cm de comprimento, dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. Flores sésseis, andróginas e minúsculas. Fruto tipo baga, turbinada, trígona, esverdeada quando nova e preta ao final, com 6 a 7cm de comprimento. As folhas, amassadas, exalam aroma de hortelã.
Cresce melhor em solos humosos, do tipo serrapilheira, úmidos e frescos. É tolerante à acidez do solo. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. É nitrófila.
Espécie pan-tropical, que apresenta uma ampla adaptação térmica. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas.
Na medicina caseira é utilizada no tratamento de queimaduras, infarto das vísceras abdominais, machucaduras, malária, insuficiências hepáticas, resfriado, gastralgias, azias, úlceras, afecções do aparelho digestivo, hepáticas, urinárias e das vias respiratórias, bronquite, debilidade orgânica em geral, atonia estomacal, abcessos e furúnculos.
É uma planta odontálgica, antiescorbútica, detersiva, vermífuga, vulnerária, antiinflamatória externa e interna, tônica, febrífuga, reguladora da menstruação, carminativa, estomáquica, anti-hemorroidária, anti-hipertensiva, emoliente, desobstruente, resolutiva, béquica, sudorífica, diurética, anti-reumática, colagoga, emoliente e antiasmática.
Possui atividade analgésica, mas não atividade mutagênica e antimalárica.
Partes utilizadas da planta: Raiz, folhas, casca, amentilhos e sementes.
Fitoquímica:
Óleo essencial, compostos fenólicos, esteróides e mucilagens, chavicina, pariparobina, jamborandina, piperatina e piperina e o carotenóide prolicopeno (0,23%).
• Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática).
• Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão.
• Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos.
• Decocção - usar:
casca do tronco para afecções respiratórias.
raízes para febres, distúrbios gástricos, debilidade orgânica e afecções urinárias.
• Suco: uso tópico sobre queimaduras.
Cultivo:
• Espaçamento : 1,5 x 1,0m.
• Propagação: sementes, rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita, sob telado de sombrite 70% e irrigação.
• Plantio: primavera e outono.
• Adubação: 0,5 a 1,0kg/planta de composto orgânico bem curtido.
• Irrigação: deve ser diária, até o pleno estabelecimento das mudas a campo.
• Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto, necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha, podendo resultar em necrose progressiva da mesma.
• Florescimento: março a junho, outubro e dezembro.
• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio.
Conheça Melhor:
• Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento.
• As folhas são comestíveis.
A Ageratum conyzoides L. ssp. conyzoides é uma espécie herbácea pertencente a família botânica Asteraceae, originária da América do Sul e que no Brasil ficou conhecida por diversos nomes populares diferentes, entre eles: Camará-opela, Catinga-de-barão, Catinga-de-barrão, Catinga-de-bode, Catinga-de-borrão, Celestina, Erva-maria, Erva-de-santa-lúcia, Erva-de-santa-luzia, Erva-de-são-joão, Erva-de-são-josé, Maria-preta, Mentraço, Mentraz, Mentruz, Picão-roxo, São-joão e Mentrasto.
O Mentrasto é uma planta medicinal que serve para o tratamento caseiro de diversos males e entre eles podemos destacar que o suco fresco da planta, bem como o extrato da matéria seca, na forma de instilação, são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite.
O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais, combater resfriados, cólicas flatulênicas e uterinas, amenorréia, artroses, além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo, beriberi, contusões, ferimentos abertos e infecções das vias urinárias. Apresenta eficácia clínica para a artrite, diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento.Na medicina caseira utiliza-se a planta inteira, com exceção das raízes, colhida por ocasião do florescimento.
É uma espécie aromática, mucilaginosa, amarga, diurética, carminativa, anti-reumática, analgésica, estimulante, antiinflamatória, antidiarréica, carminativa, febrífuga, emenagoga, antiespasmódica, tônica, cicatrizante, antidisentérica, vasodilatadora, aperiente e antiblenorrágica.
A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita), antimicrobiana (Staphylococus aureus), hemostática e relaxante da musculatura lisa. Também apresenta atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni.
O Mentrasto é uma espécie autóctone, silvestre e ruderal, originária da América do Sul. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura, sobretudo no Inverno, quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. Ocorre de 0 a 3.000m de altitude.
Planta herbácea anual, aromática, com cerca de 40 a 60cm de altura. O caule é ereto, cilíndrico, piloso, verde ou púrpura. As folhas são opostas, pecioladas, crenadas, largamente ovadas, agudas no ápice, cuneadas ou subcordiforme na base, revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces, 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. As flores são hermafroditas, lilases, com ínvólucro campanulado, composto por 3 séries de filárias lanceoladas. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos, pretos, 5-equinados, com cílios nos ângulos. As folhas exalam um olor suave, quando amassadas.
É de clima tropical, adaptando-se tanto às regiões quentes e frias, porém não suporta geadas. Embora heliófita, adapta-se bem à meia-sombra.
A planta adapta-se a quase todo tipo de solo, porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido, porém, não medra em solos encharcados ou muito arenosos.
Uso: Infusão e tintura
• Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose).
• Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. Em seguida, fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos, 2 vezes ao dia, ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose).
• Infusão:
Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais).
20g da planta por litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia.
• Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas.
• Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas), ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose).
• Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose).
• Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia.
Atenção e Cuidados:
A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos.
Cultivo:
• Espaçamento : 0,3m x 0,3.
• Propagação: sementes. Semeia-se a lanço, a campo, ou em bandejas de isopor, visando a produção de mudas mais uniformes. A germinação ocorre a partir de 10ºC, com um ótimo entre 25 e 30ºC. As sementes são fotoblásticas positivas.
• Plantio: março a abril, embora possa ser feito o ano todo. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura.
• Consórcio: plantas de maior estatura, que promovam sombra, favorecem o crescimento luxuriante da planta.
• Florescimento: maio a novembro. Em condições adversas, a planta floresce prematuramente, mesmo com apenas duas folhas definitivas.
• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral, ou seja, aos 80 a 90 dias do ciclo. Colhe-se no inverno.
Curiosidades sobre a planta:
• O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos.
• Apresenta atividade contra insetos hemípteros, devido a presença do precoceno.
• É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas.
• É melífera.
• Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos, muares e bovinos.
• A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri, Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora), fitoparasitas de espécies de Citrus. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis.
• Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis, pode abrigar nematóides (Meloidogyne, Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco.
Planta herbácea anual, aromática, com cerca de 40 a 60cm de altura. O caule é ereto, cilíndrico, piloso, verde ou púrpura. As folhas são opostas, pecioladas, crenadas, largamente ovadas, agudas no ápice, cuneadas ou subcordiforme na base, revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces, 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. As flores são hermafroditas, lilases, com ínvólucro campanulado, composto por 3 séries de filárias lanceoladas. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos, pretos, 5-equinados, com cílios nos ângulos. As folhas exalam um olor suave, quando amassadas.
É de clima tropical, adaptando-se tanto às regiões quentes e frias, porém não suporta geadas. Embora heliófita, adapta-se bem à meia-sombra.
A planta adapta-se a quase todo tipo de solo, porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido, porém, não medra em solos encharcados ou muito arenosos.
Uso: Infusão e tintura
• Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose).
• Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. Em seguida, fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos, 2 vezes ao dia, ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose).
• Infusão:
Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais).
20g da planta por litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia.
• Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas.
• Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas), ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose).
• Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose).
• Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia.
Atenção e Cuidados:
A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos.
Cultivo:
• Espaçamento : 0,3m x 0,3.
• Propagação: sementes. Semeia-se a lanço, a campo, ou em bandejas de isopor, visando a produção de mudas mais uniformes. A germinação ocorre a partir de 10ºC, com um ótimo entre 25 e 30ºC. As sementes são fotoblásticas positivas.
• Plantio: março a abril, embora possa ser feito o ano todo. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura.
• Consórcio: plantas de maior estatura, que promovam sombra, favorecem o crescimento luxuriante da planta.
• Florescimento: maio a novembro. Em condições adversas, a planta floresce prematuramente, mesmo com apenas duas folhas definitivas.
• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral, ou seja, aos 80 a 90 dias do ciclo. Colhe-se no inverno.
Curiosidades sobre a planta:
• O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos.
• Apresenta atividade contra insetos hemípteros, devido a presença do precoceno.
• É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas.
• É melífera.
• Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos, muares e bovinos.
• A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri, Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora), fitoparasitas de espécies de Citrus. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis.
• Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis, pode abrigar nematóides (Meloidogyne, Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco.
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