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domingo, 12 de junho de 2016
domingo, 12 de junho de 2016
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A espécie Armoracia rusticana G.M. Sch. pertencente a família botânica Brassicaceae é uma herbácea perene, com cerca de 40 a 50cm de altura, que ficou conhecida popularmente como Raiz forte. Folhas oblongas, creneladas, espessas, brilhantes, verde-escuras, medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. As folhas caulinares são lanceoladas, alongadas, denteadas ou recortadas. As flores são brancas, tetrâmeras.
A planta adapta-se a maioria dos solos, porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. Prefere solos de aluvião, soltos, levemente úmidos, férteis e friáveis.
Plantio:
• Espaçamento : 30cm.
• Propagação: divisão da cepa, rebentos da raiz. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. O topo do propágulo é cortado horizontalmente, enquanto a base, em bisel. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros, é recomendável produzir as mudas em viveiros telados, enraizando os propágulos em substrato organo-mineral. Evita-se, desta forma, a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos.
• Época de plantio: outono-inverno.
• Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo, não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. Por ser perene, deve-se fazer uma adubação no verão, compensando as estiagens com irrigação. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral, associado à 100g/m2 de superfosfato natural.
• Produção: 1.500 a 3.000kg/ha (263).
Da Raiz forte utiliza-se na medicina popular as suas raízes e folhas. É uma planta antisséptica, laxativa, vermífuga, diurética por excelência e antiescorbútica.
Curiosidades sobre a Raiz forte:
• Condimento, sobretudo de frutos do mar e carnes frias.
• O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite.
• Desta planta se faz o Wasabi, tempero forte na forma de pasta utilizado na culinária japonesa.
• Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi.
IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.
sexta-feira, 4 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
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A Lippia alba [Mill.] N.E. Brown. Ex Britt. e Wils. pertence a família botânica Verbenaceae e ficou conhecida popularmente por diversos nomes populares, entre eles: Alecrim, Alecrim-do-campo, Alecrim-do-mato, Alecrim-selvagem, Camará, Capitão-do-mato, Chá-da-febre, Chá-de-estrada, Chá-de-frade, Chá-de-pedestre, Chá-de-tabuleiro, Chá-do-rio-grande-do-sul, Cidrão, Cidreira, Cidreira-brava, Cidreira-capim, Cidreira-crespa, Cidreira-falsa, Cidreira-melissa, Cidrila, Cidrilha, Cidró, Erva-cidreira, Erva-cidreira-do-campo, Erva-cidreira-brasileira, Erva-cidreira-falsa, Falsa-melissa, Salsa-brava, Salva, Salva-brava, Salva-do-brasil, Salva-limão, Sálvia, Sálvia-da-gripe e Sálvia-do-rio-grande.
Espécie autóctone de regiões neotropicais, que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil, próxima a rios e lagos. Ocorre em altitudes de até 1.800m.
Planta arbustiva ou subarbustiva perene, ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. O caule é muito ramificado, formando moitas de 1,5 a 2m de altura. É frágil, retilíneo ou curvo, com ramos engalhados, acizentados, cilíndricos e sulcados. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes, quando encostam no solo. As folhas são oblongo-agudas, opostas, peninervas, bordos serrilhados, mais pelífera e glandulosa na face dorsal, olentes, com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão, lima ou menta. Inflorescências axilares, solitárias ou raras vezes em pares. As flores são hermafroditas, róseo-violáceas, pedunculadas, axiais, bracteadas e reunidas em capítulos. As flores aparecem na periferia das inflorescências, são fortemente zigomorfas. O fruto é uma cápsula seca, com exocarpo. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento.
Cultivo:
• Espaçamento : 1,5 x 1,20m.
• Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. A produção de sementes é irregular e escassa, optando-se pela estaquia, cujo enraizamento ocorre em duas semanas. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral.
• Plantio: setembro a dezembro.
• Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.
• Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel, 2.000ppm (408).
• Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta, ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba), que afeta a qualidade das folhas e a produção.
• Poda: devido ao crescimento muito vigoroso, as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza.
• Colheita: 5 a 6 meses após o plantio, podendo-se proceder até 3 colheitas por ano.
A Sálvia-do-rio-grande é béquica, antidiarréica, antiartrítica, antiemética, anti-hipertensora, antidispéptica, sedante gastrointestinal, sudorífica, expectorante, emenagoga, analgésica, sedativa, antidiabética, diaforética, antiespasmódica em cólicas hepáticas, antiabortiva, fortificante cerebral, do útero e dos nervos, hipnótica, ansiolítica, antiasmática, relaxante do sistema nervoso, calmante, desintoxicante, morfética, peitoral, estomáquica, antigripal, carminativa, relaxante nervosa, indutora do sono, antidiarréica, digestiva, antisséptica e anti-hemorroidária.
A Sálvia-do-rio-grande é indicada para o resfriado, afecções hepáticas, cólica, estomatite, indigestão, flatulência, náusea, laringite, catarro, enfermidades venéreas, afecções da pele e das mucosas, dores musculares, fluxo vaginal, recuperação pós-parto, colite e dores reumáticas.
Da Sálvia-do-rio-grande utiliza-se as folhas e sumidades floridas.
Farmacologia:
Hipnótica e ansiolítica. Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos, na dose de 1,0g/kg, apresentam atividade analgésica. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos, na dose de 32g/kg. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais, que proporcionam também um incremento de salivação e calor, atenuando transtornos digestivos e cólicas. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios. Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal.
Atividade Biológica da Sálvia-do-rio-grande:
O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes, Candida albicans, Neurospora crassa e tem um efeito peitoral. As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae, Fusarium moniliforme) e insetos de grãos armazenados. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus. O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi, in vitro.
Fitoquímica da Sálvia-do-rio-grande:
Saponinas, taninos iridóides, flavonóides e alcalóides desconhecidos. O óleo essencial, cujo teor médio é de 1,2%, reúne geraniol (34,1%), neral (23%), -cariofileno (6%), metilheptenona (5,8%), citronelol (5,2%), geranial (4,1%), borneol (2,6%), óxido de cariofileno (2,5%), allo-aromadendreno (2,4%), cis--bisaboleno (2,1%), germacreno D (2%), nerol (1,6%), linalol (1,1%), citronelal (0,7%), limoneno (0,4%), isobutilato de geranilo (0,4%), cubenol (0,3%), trans-ocimeno (0,2%); butirato de geranilo (0,2%), eugenol (0,2%), I-octen-3-ol (0,2%), copaeno (0,1%), lipiona, alcanfor, dihidrocarvona, 1,8-cineol, citral, acetato de citronelol, p-cimeno, metildecilcetona, mirceno, metiloctil-cetona, e -pineno, piperitona, sabineno, -terpineol, cimol, ácidos fenólicos e -cubebeno. O teor de essência nas folhas secas é de 0,24%, contendo principalmente geraniol e -cariofileno (26,62%).
Uso:
• Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia.
Atenção: Toxicologia
A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos, mesmo em doses superiores a 67g/kg. Constatou-se atividade citotóxica em cachorros, utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa. Não se recomenda para os hipotensos. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia, náuseas e vômitos, só foram verificados em doses muito altas.
Conheça Melhor:
• A planta é melífera
• Utilizada em culinária.
• A planta não tolera regiões frias ou muito quentes.
• Prefere regiões subtropicais. Vegeta preferencialmente em solos de aluvião, arenosos, ricos em matéria orgânica.
IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.
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